Dias nublados, janelas fechadas.

Liesel sabia que esse vazio, a acompanharia, faria parte dela apartir de sempre. E mesmo que agora, fosse como se ela nunca tivesse tocado a vida dele, ainda havia algo, que inexplicavelmente pulsava. Mesmo que ainda muito fraco, quase parando... Desejava entender, como Cody podia ser tão insensível. Não estava cobrando reações, nem á espera delas, mas no alto de sua ingenuidade, desejava senti-lo, não apenas por lembranças, de olhos fechados. Desejava entender, de onde vinha as lembranças que a faziam esperar, como se o nunca não existisse. Disseram-lhe, que enquanto o céu fosse azul, ainda haveria esperança. E então, quando a saudade e a tristeza apertavam muito, Liesel mirava o céu. Foi quando reparou nas nunvens. Tão superiores, indiferentes ao que estava abaixo delas, indiferente aos ventos, como se não fizesse muita diferença. Tão altivas... como Cody. Mas nuvens também choravam... Então, talvez, Cody também sentisse algo, qualquer coisa que fosse, que talvez o fizesse chorar. Riu da hipótese. Fragilidade era algo que não combinava com ele. Mesmo assim, não custava imaginar...