Talvez, perto e distante, não sejam opostos.
Os dias passavam e Liesel não sabia como desfazer tanto sentimento. Não conseguia, não queria... Se perguntava de onde vinha tanto amor. Lhe parecia, ao seu ver, que Cody era a sua alma gêmea, sua metade. Mas as evidências insistiam em mostrar pra Lis que ela não era a metade dele. Pensava por 3 horas, esquecia por 2 minutos. ' Só o tempo irá curar' era o que muitos diziam. O tempo estava fazendo a parte dele. Liesel não. Mas como deixar o tempo levar algo tão bonito ? Algo nunca sentido com tanta intensidade antes ? Como ela poderia permitir que virasse poeira ? A vontade de abraçá-lo era preenchida com longos abraços ao travesseiro, que geralmente terminavam em cochilos de noites sem sonhos... Liesel havia aprendido a não sonhar, dormir era um paliativo. Andava exausta, a escola lhe sugava as forças, o que em parte era bom, mas estava exausta por dentro também. Ver como Cody estava vivendo a vida normalmente, reforçava a tese de que Lis cada vez mais se distanciava e fazia menos parte da vida daquele que era a sua própria vida.