1/2 de nostalgia.

Liesel estava deixando a melancolia dominá-la. Este era o rumo, quando não se tinha mais forças para lutar contra a falta de forças. Sentia estar perdendo o juízo. Demonstrava isso. A fachada, antes, automática, já não prevalecia. Liesel não mais se esforçava por manter uma aparência sadia. Isso aterrorizava quem estava á sua volta, todos já acostumados com a 'Liesel por conveniência'. Estado vegetativo. Era como Liesel desejava estar. Sem pensar. Sem agir. Sem falar. Sem lembrar. Tudo isso doía tanto. Queria mesmo, um jeito de entrar em transe. Porque definitivamente, já não suportava aquilo. Aquela dor, que depois de entorpecida parecia ainda mais forte e estava a destruindo. 'Como num filme, no final tudo vai dar certo' Essa frase soava como uma piada, que todos insistiam em contar, pra irritá-la mesmo. Liesel não queria um final. Queria um meio. Um meio de fugir daquela nostalgia.